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Análise de Mercado da Diretoria


Última Reunião Executiva 2018

Kees Schoenmaker (Presidente do IBRAFLOR) – “Referente ao Grupo Terra Viva o ano foi bom, como já foi citado a flor de corte está deixando a desejar. Este ano investimos em expansão e melhoria da qualidade para a planta verde, acreditamos que o retorno será adequado nos próximos anos. Para a Cooperativa Veiling estimo que provavelmente feche o ano com um crescimento até um pouco maior que os 12% estimados. (crescimento em faturamento). Eu vejo aqui pela região (Holambra SP) muito produtor expandindo sua área de produção e fico as vezes questionando se o mercado absorverá este volume. Porém, vejo que o pessoal esta confiante e isso é muito bom!”.

Rene Afonso Mahnke (Produtor e Diretor da Região Sul – IBRAFLOR) – "Até agosto as vendas estavam bem tímidas. Muitos produtores informais deixaram de produzir, e isso ajuda muito, pois melhora as nossas vendas. Tentamos sempre nos destacar para não ficar pra trás, nossa produção é focada no mercado de São Paulo, tem que ser algo diferenciado com padrão e plantas curadas. Este mercado é exigente demais e gostamos de trabalhar assim, com desafios sempre. Como na região temos muitas indústrias que estão indo muito bem, nossa mão de obra é bastante concorrida, mas estamos satisfeitos. O importante é se reinventar”.

William José de Wit (Produtor da Cooperativa Veiling Holambra e Tesoureiro do IBRAFLOR) – "Estamos 5% acima do ano passado, adequando ajustando produtos, tirando os menos rentáveis, testando novos, arrumando literalmente a casa... o maior problema é porteira pra dentro. O mercado também foi mais tímido este ano, o pessoal tá mais conservador, arriscando menos. De qualquer forma não tenho do que reclamar. Quanto a mão de obra, está abundante e com isso temos uma seleção muito melhor do que umas temporadas atrás. Os custos estão subindo e não conseguimos fazer os devidos reajustes no mesmo tempo, mas acredito que este seja um problema de quase todos nós aqui. Quanto aos resultados dos próximos anos pretendemos trabalhar adequando mais e mais os volumes aos períodos de melhores vendas, acredito que esta seja a medida mais certeira”.

Manoel Oliveira (Produtor da Cooperflora, Diretor Técnico do IBRAFLOR e Presidente da Câmara Setorial Federal de Flores e Plantas) – “Em Andradas (MG) o dia a dia tem sido bastante difícil, nunca passamos por um período, tão ruim como foi o período de final de maio a começo de agosto. Há mais de cinco anos venho alertando os produtores que os preços médios muito bons e os volumes não aumentando não se sustentariam permanentemente, e infelizmente tivemos uma ressaca muito forte no período de final de maio a meados de agosto, foi triste demais. A qualidade do produto sempre foi um conceito claro, estamos com a produtividade em baixa, com apenas 60-70% do que deveria ser. A flor de corte precisa se tecnificar mais. As rosas brasileiras estavam com valores médios acima do mercado internacional, esse conjunto de fatores trouxe outra realidade para o momento de mercado Brasileiro, muitos esforços estão sendo tomados para reverter este cenário. A Cooperflora deve fechar o ano com o crescimento em faturamento ao redor de 6%”.

Newton Erbolato Júnior (Produtor, Permissionário do Mercado de Flores da Ceasa Campinas e Diretor da Região Sudeste – IBRAFLOR) – “Para o mercado de Flores da Ceasa Campinas de maio a agosto registrou-se uma queda de 25% no movimento. A paralisação (greve dos caminhoneiros) afetou muito o mercado e acredito que a eleição também. A partir de setembro as quedas no setor diminuíram. No paisagismo, que é minha área podemos perceber também uma Boa melhora nas vendas a partir de setembro. Acredito que o mercado cada vez mais está exigente, portanto temos que nos preocupar mais com a qualidade dos produtos.”.

Renato Opitz (Presidente da Câmara Setorial de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo e Diretor de Marketing e Comunicação do IBRAFLOR) - “De uma maneira geral como organizador das duas maiores e principais Feiras do nosso Setor (Hortitec e Enflor) observo uma busca incessante por novidades. Quem não correr atrás vai ser literalmente ENGOLIDO, pois o consumidor esta exigente e ativo demais buscando sempre por melhor qualidade. Os outros setores (Hortícolas) estão investindo altamente em cultivo protegido e em tecnologia pesada... Devemos nos espelhar neles”.

Walter Luis Winge (Proprietário da Floricultura Winge, Vice Presidente do IBRAFLOR e da AFLORI RS) – “Na nossa última reunião do ano na AFLORI (final de novembro) tivemos algumas análises: Para o Varejo - foi um ano difícil, a greve dos caminhoneiros e a copa afetaram muito. O inverno foi longo, com muita chuva e a primavera veio atrasada. A reação do mercado foi positiva com o resultado da eleição. As expectativas para 2019 são positivas, mas com um pé atrás, cautela sempre! Para a produção – manter o que tem, não fazer dívidas e nem novos investimentos. Para insumos – o mercado mudou e a compra de substrato para a construção civil caiu. A perspectiva é investir, mas atentar-se ao risco que é grande”.

Roger Scholten (Produtor da Cooperativa Veiling Holambra e Diretor de Mercado do IBRAFLOR) – "Na Cooperativa Veiling Holambra o faturamento geral deve fechar com aumento entre 11/ 12%, chegando a cerca de 760 milhões de reais. Este ano ficou registrado um grande aumento na produção de Orquídeas no Brasil e esse aumento deve continuar no próximo ano, muito provavelmente as grandes ofertas devem baixar os preços, como já vem sendo observado. O mercado de Phalaenopsis esta em crise na Holanda, com preços abaixo do custo de produção, provavelmente haverá diminuição de área produtiva (segundo informações do Rabobank, estima-se que seria necessário reduzir a área de produção para alguma melhora do cenário), significa que muitos produtores deverão parar ou mudar de cultura”.

Leonardo Saito (Produtor da Cooperativa Veiling Holambra – Da Fazenda Santa Rosa – Bragança Paulista SP) – “Somos produtores de Flores de Corte e posso afirmar que ate agosto mercado foi ruim, preços praticados bem abaixo do esperado. Sentimos que o novo cenário político causou uma reação positiva no mercado, até o presente momento. Oferta boa de mão de obra desde 2015. Faço parte da PróFlor de Atibaia (SP) que hoje é um dos maiores centros de produção/ comercialização do Brasil”.


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